História da corporação

Resumo histórico Bombeiros de Tavira

O flagelo dos incêndios foi sempre uma forte preocupação das populações. Quando se verificava algumas dessas calamidades, o povo era avisado pelo repique dos sinos das igrejas e, rapidamente, acorria ao local ajudando a combate-lo.

Em Tavira, assim acontecia, com a vantagem de que a tropa, que sempre aqui existiu, logo se disponibilizava com homens e material para debelar o sinistro.

 

Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira (1884-1897)

Em 1884, a Câmara Municipal propõe a compra de uma Bomba Americana e um tavirense de grande iniciativa, Daniel Gil Pessoa, conjuntamente com um grupo de outros tavirenses, organizou um Corpo de Bombeiros, facto que só se veio a concretizar em 22 de fevereiro de 1888, com a aprovação dos estatutos pelo Governo Civil de Faro.

Foi, assim, criada a Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira que tinha ainda a colaboração de ilustres cidadãos tavirenses, cabendo o comando a Manuel Ferreira Pessoa Aboim e a presidência a Roque Féria.

No ano de 1889, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira entrou em crise, tendo o comando passado para o então Subchefe Luís José Villa Lobos Arnedo, o qual coordenou o combate ao grande incêndio registado na Fábrica de moagem de Tavira, em 25 de fevereiro de 1891.

Desde essa altura a associação sofreu alterações na constituição das muitas direções que por lá passaram, sem que houvesse grande evolução nos Bombeiros de Tavira.

 

Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira – Corpo de Salvação Pública de Tavira

Face às dificuldades que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira passavam, agravando-se a situação com o avançar do tempo, o Presidente da Associação de então comunicou à Câmara Municipal de Tavira a sua pretensão para entregar a Bomba e os respetivos acessórios, encerrando a atividade.

Face a este pedido, a edilidade tomou a iniciativa de nomear uma comissão para a reorganização da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira, dirigida por Sebastião José Teixeira Neves de Aragão.

Com uma restruturação inovadora e com uma nova direção, após sessão datada de 7 de dezembro de 1902, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Tavira foi dotada de material e homens e, no ano seguinte, os novos estatutos denominaram a atual ABVT por “Salvação Pública de Tavira”, sob o comando de João José de Matos Parreira, impondo-se instrução periódica aos bombeiros.

Em 1907, os Bombeiros adquiriram o edifício da antiga Igreja de São João da Corredoura e nele se fixaram até ao ano de 1973, ano em que transitaram para as atuais instalações no Alto do Cano.

Mas os problemas continuaram e, em 1911, os Bombeiros de Tavira atravessaram um novo período de desorganização ao ponto de serem considerados um “elemento decorativo ou representativo” em atos solenes.

Na sua restruturação e revitalização foi nomeado o novo comandante, o Tenente do Exército Luís Gama Pinto, o 2.º comandante, o alferes Jaime Pires Cansado, e como ajudante, o 2.º Sargento Henrique Xavier Monteiro. Em 1913, tomou o comando dos Bombeiros Tavira o alferes Jaime Pires Cansado, mantendo-se esta estrutura até 1921, no entanto, foi-se novamente desestruturando, acabando mesmo por ser dissolvida.

 

Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira

Por sessão de 5 de julho de 1922, a Câmara Municipal de Tavira deliberou criar o Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira, transitando todo o património da extinta associação para a Câmara Municipal de Tavira, continuando no comando Jaime Pires Cansado.

Em 1934, foi nomeado como 2.º comandante o cidadão Isidro José Leiria que, em 1937, assumiu o comando, cargo que manteve até 1949, tendo-o sucedido o tenente José Inácio da Conceição, até 1954.

Em 30 de novembro de 1954, tomou posse como comandante José Filipe Amorim Pessoa Ribeiro, que se manteve no cargo até à sua substituição pelo então ajudante Dionisio Casanova Viegas.

O crescimento no saber e na ajuda à população foi crescendo desde então, tornando-se o Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira uma referência no socorro da Região Algarvia. Refira-se que, em 15 de julho de 1972, aquando do início do Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA), Tavira foi comtemplada com uma viatura.

Com uma dinâmica ativa nas respostas ao combate aos incêndios, emergência médica, transporte de doentes, salvamento e desencarceramento, socorros a náufragos, entre outras valências, Dionisio Casanova Viegas foi alvo das mais variadas condecorações, destacando-se a de Membro Honorário da Ordem de Mérito, o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses e a Medalha de Ouro da Cidade de Tavira.

Desde 2005, o Corpo de Bombeiros Municipais de Tavira é comandado por Miguel Eduardo da Conceição Silva, coadjuvado pelo seu 2º. comandante Jorge Manuel Gonçalves Domingues até maio de 2016.

Mais palavras não chegariam para deixar registado o trabalho dos Bombeiros Municipais na comunidade. Fica assim em aberto, e para a prosperidade, a continuação da história deste Corpo de Bombeiros centenário pelas gerações vindouras.

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