Pragas

 

Lagarta do pinheiro (Thaumetopoea pityocampa)

Trata-se de um inseto desfolhador dos pinheiros e cedros.

Os ataques variam de intensidade de acordo com os seus níveis populacionais, fortemente influenciados pelas condições climáticas.

Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas. No entanto, à exceção de ataques sucessivos em árvores jovens, estas em geral recuperam e não morrem.

Em termos de saúde pública, a processionária pode representar, no entanto, um problema sério, sobretudo em anos de níveis populacionais elevados e junto a locais habitados.
Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas.

Como todos os insetos, desenvolve-se passando por fases que são:

  • Ovo
  • Lagarta
  • Pupa ou crisálida (casulo)
  • Inseto adulto (borboleta)

As lagartas passam por cinco estádios de crescimento. A partir do terceiro estádio possuem pelos urticantes que causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório. Estas alergias são sempre muito desagradáveis e podem ter consequências graves, dependendo da sensibilidade do indivíduo atingido.

A Câmara Municipal de Tavira têm vindo a assegurar o controlo desta praga em espaços públicos por meio de tratamentos químicos de baixa toxicidade e pouco danosos em termos ambientais ou remoção mecânica dos ninhos.

Para obter mais informação sobre esta praga, essencialmente no que diz respeito aos cuidados de saúde, clique aqui.

 

Escaravelho da Palmeira (Rhynchophorus ferrugineus)

O Rhynchophorus ferrugineus é um coleóptero da família dos curculionídeos, originário das zonas tropicais da Ásia e Oceânia. A sua expansão iniciou-se no Médio Oriente entre as décadas de 80 a 90.

Atingiu a Espanha em 1993, a Itália em 2004 e Portugal em 2007, devido ao comércio de palmeiras. Em Portugal, a praga verificou-se, pela primeira vez, na região do Algarve, em finais de agosto de 2007, a infestar uma planta de P. canariensis, localizada em Vale Parra, freguesia da Guia, concelho de Albufeira. Posteriormente, a praga foi assinalada noutras zonas do país (Lisboa e Vale do Tejo, Centro e região Autónoma da Madeira).

É uma espécie prejudicial que afeta os vegetais da família das palmeiras, em particular a palmeira das canárias (Phoenix canariensis) e, menos frequentemente, a tamareira (P. dactylifera) e Washingtonia sp. 

Na atualidade, a praga encontra-se disseminada por todos os concelhos do Algarve, embora com diferentes níveis de afetação, sendo as zonas mais próximas do litoral as que se encontram mais infestadas.

Os sintomas advêm da atividade alimentar das larvas no interior das palmeiras e quando detetados numa fase avançada a planta não tem capacidade de recuperar.

Os sintomas podem ser:

  • Folhas desprendidas da coroa;
  • Orifícios e galerias na base das folhas com larvas ou casulos;
  • Coroa desguarnecida no topo devido ao amarelecimento e seca das folhas centrais;
  • Folíolos de folhas novas associados ao ângulo ou com pontas truncadas a direito;
  • Amálgama de fibras cortadas e húmidas com cheiro fétido.

A luta contra a disseminação desta praga é, particularmente, difícil em virtude do inseto se desenvolver no interior da planta o que lhe confere proteção contra a ação dos inseticidas.

A estratégia de luta passa fundamentalmente por:

  • Detetar as palmeiras infestadas;
  • Destruir cautelosamente as mesmas, incinerando-as;
  • Realizar tratamentos nas palmeiras vizinhas sem sintomas;
  • Capturar os insetos adultos com armadilhas.

Tendo em conta os elevados custos associados e a garantia da eficácia dos tratamentos, esta entidade optou por tratar apenas as palmeiras mais emblemáticas existentes nos espaços públicos da cidade. Nas freguesias da Luz de Tavira e Santa Luzia estes tratamentos são assegurados pelas respetivas juntas.

 

Saiba mais:

Folheto (DRAP Algarve)

 

Ligações úteis:

Direção Regional de Florestas do Algarve
Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve

 

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