PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural

Defesa da Floresta Contra Incêndios

Como objetivo pretende-se consolidar e melhorar a multifuncionalidade da floresta portuguesa garantindo e aumentando a sua valorização económica, ambiental e social através de uma gestão ativa e profissionalizada dos espaços florestais e agroflorestais, efetivada pela diminuição dos riscos que estão associados a este fenómenos, quer através do fomento de ações de Defesa da Floresta Contra Incêndios, em consonância com o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, quer através de ações preventivas e de controlo de pragas, de doenças e de outros agentes bióticos nocivos, que ocorram na sequência de incêndios. Assim, pretende-se promover a defesa da floresta contra incêndios apoiando a introdução de medidas de prevenção e defesa adequadas.

Num horizonte de médio e longo prazos, a confirmarem-se as previsões de evolução do clima, aumentam os fatores potenciadores do risco de incêndio e da ocorrência de incêndios de grande dimensão, que são os responsáveis pelos maiores impactes naquele património.

Umas das consequências da ocorrência dos incêndios é a dos povoamentos afetados, quer os que percorridos pelo fogo e que ainda apresentam condições de recuperação, quer os que estão nas franjas das áreas ardidas, por estarem vulneráveis ao ataque de pragas ou doenças e, por vezes, à proliferação de invasoras lenhosas. Este fenómeno retira capacidade de recuperação aos povoamentos afetados e vai colocar em risco os que se encontram próximos, agravando o impacto dos incêndios no património florestal e no setor.

A redução dos incêndios é fundamental a um clima de confiança que permita a continuidade do investimento no setor e, a médio prazo, a melhoria da rentabilidade e competitividade da floresta.

Assim, esta ação visa o aumento da resistência e resilência dos espaços florestais aos incêndios, a redução da incidência dos incêndios florestais e infraestruturar o território.

 

 Aceiro Florestal (ficha de projeto)

 

Conservação e valorização do Património Rural

Em Portugal, o despovoamento das áreas rurais, ao contrário do que aconteceu nos restantes países europeus, deveu-se sobretudo ao atraso económico e às más condições de vida da população rural.

Assim, torna-se cada vez mais importante, reestruturar a base económica do território. Para tal, é urgente a diversificação das atividades económicas nas explorações agrícolas e o reforço das atividades emergentes (turismo rural e de natureza, a produção biológica, as atividades lúdico-culturais, entre outras) que, embora com algum significado, não têm dimensão suficiente para darem, por si só, o contributo necessário em termos de criação/manutenção de emprego do setor empresarial.

Com efeito, os territórios rurais caracterizam-se por uma forte identidade cultural expressa, nomeadamente, através do seu património e tradições com potencialidades que, devidamente apoiadas e desenvolvidas podem associar-se ao objetivo de diversificação da economia rural e, desta forma, contribuir para a criação de riqueza que implique uma melhoria da qualidade de vida da população.

A temática dos percursos pedestres, deixa em aberto as múltiplas potencialidades de desenvolvimento que os territórios rurais ainda apresentam, devido às suas características naturais, ambientais e culturais que, de certo modo, ainda se conjugam, de uma forma equilibrada, como bem-estar e vida saudável.

A questão da qualidade de vida nas zonas rurais, embora não estando diretamente relacionada ao pedestrianismo, vem ao encontro às perspetivas de orientação para a sua valorização e promoção dos territórios e, em suma, para um melhor uso dos seus recursos naturais e culturais e para a sua proteção e conservação. É exatamente nesta base que se pode interligar a importância do apoio a atividades pedestres, de natureza turística, ambiental ou cultural, com o desenvolvimento das zonas rurais e melhoria da qualidade de vida dos que aí vivem e daqueles que visitam essas zonas.

Portugal tem um valor acrescentado significativo ao nível do capital ecológico, social e cultural ao apoiar e divulgar um conjunto de atividades de animação e recreio relacionadas quer com o lazer, o ecoturismo, quer com a observação de aspetos particulares destas zonas, como seja a fauna, flora, ou outros, promovendo, de uma forma ordenada, um maior cuidado para com essas zonas, apelando para a importância da melhoria da qualidade de vida das zonas rurais e incentivando um melhor aproveitamento destes espaços.

Devido à forte tendência de aumento, estas atividades desempenham um papel potencial no crescimento e desenvolvimento do meio rural e, nesse sentido, é essencial perspetivar a formação e qualificação de todos quantos desenvolvem as suas vidas profissoonais a elas ligadas, no pressuposto de que a aquisição de competências, para além de ser um fator fundamental ao desenvolvimento humano, económico e social, é uma forma de enriquecer um território e de o tornar mais apetecível e útil a todos os que o desejam conhecer, visitar ou mesmo permanecer.

 Sinalética Percursos Pedestres de Cachopo (ficha de projeto)

 

Regadio e Outras Infraestruturas Coletivas

Inserida no objetivo de aumento da competitividade, esta medida visa contribuir para o aumento da disponibilidade da água para fazer face à irregularidade de distribuição pluviométrica, apoiar o desenvolvimento do regadio, melhorar a eficiência e a gestão das infraestruturas hidroagrícolas existentes, contribuir para o aumento da competitividade das explorações e para o desenvolvimento das fileiras estratégicas.

O reforço da capacidade competitiva do setor agrícola passa pela criação de condições que facilitem uma melhor acessibilidade às explorações agrícolas e às pequenas unidades agroindústriais, facilitando o acesso e o escoamento dos produtos agrícolas, bem como a circulação de pessoas e de equipamentos, assim como a disponibilização e fornecimento de energia elétrica às explorações agroflorestais e pequenas agroindústriais, promovendo a sua modernização, diversificação e viabilização das atividades produtivas, proporcionando a melhoria do seu rendimento.

Para tal, esta ação destina-se a promover a construção e beneficiação de caminhos agrícolas, a disponibilização de energia elétrica e o desenvolvimento das infraestruturas e equipamentos necessários ao pré-tratamento e à valorização de resíduos e efluentes, no interface entre as unidades produtivas e o tratamento final, assegurando as condições básicas necessárias à viabilização de investimentos relevantes do ponto de vista económico e ou de requalificação ambiental.

Destina-se a melhorar as infraestruturas viárias e de eletrificação, a eco-eficiência e a redução da poluição, através do apoio à requalidicação ambiental, contribuindo para a competitividade da agricultura e dos territórios rurais, a melhoria das condições de vida e de trabalho das populações, bem como o reforço da sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais.

 

 Desenvolvimento Rural do Concelho de Tavira - Eletrificações (ficha de projeto)

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