Vila-a-Dentro

 

Tavira "Um convite à descoberta"

A história de Tavira perde-se no tempo. As escavações na "colina genética" indicam a presença fenícia e de outros povos da antiguidade. Entre os séculos VIII e XIII Tavira foi dominada pelos árabes até à sua conquista em 1242 pelos cavaleiros da Ordem de Santiago comandados por D. Paio Peres Correia. Após concessão de um novo Foral em 1504 por D. Manuel I, este rei elevou-a a cidade em 1520. No século XVI era o principal porto comercial e centro populacional do Algarve. Cidade de muitas igrejas e conventos, cheia de recantos e encantos, atravessada por um rio, Tavira permite uma viagem pelo tempo na tranquilidade de um clima ameno.

 

Breve visita a Tavira

"Vila a Dentro" [percurso de 30-45 minutos - ver mapa]

A Praça da República, localizada junto ao rio e à sua ponte antiga, é o centro da cidade. Nela encontramos o edifício dos Paços do Concelho, o qual apresenta na fachada o brasão da cidade e no canto direito, segundo afirma a tradição, o rosto esculpido de D. Paio Peres Correia. No centro desta praça ergue-se o monumento aos combatentes da I Grande Guerra Mundial. Frente ao edifício da Câmara Municipal de Tavira, encontra-se o Posto de Turismo do Turismo do Algarve.

Siga em direção à Porta de D. Manuel e entre na "Vila a Dentro". Esta porta terá sido aberta no reinado de D. Manuel I para permitir a comunicação com a então Praça da Ribeira. Na parte superior observamos as armas do rei D. Manuel I, O Venturoso. Subindo, encontramos em frente a Igreja da Misericórdia, imóvel de interesse público, do século XVI, considerada a mais valiosa das obras renascentistas do Algarve. Admire a fachada do famoso mestre‑pedreiro André Pilarte (concluída em 1551), onde se destaca o pórtico renascentista aberto por um arco de volta perfeita encimado pela imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, ladeada pelos apóstolos São Pedro e São Paulo e pelas armas reais e da cidade. No interior destacam-se os retábulos de talha dourada e os painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, representando as catorze obras da Misericórdia.

Ao sair da igreja, encontrará à sua esquerda o Núcleo Islâmico. No interior o visitante poderá observar um significativo troço da muralha islâmica que protegia a cidadela. Foram também produzidos e editados pelo Museu Municipal vários documentos audiovisuais e poderá apreciar o Vaso Islâmico.

Saindo do Núcleo Islâmico, volte à sua esquerda e contorne a igreja, suba até ao Palácio da Galeria, cuja origem remonta provavelmente ao século XVI. O Palácio foi remodelado em meados do século XVIII. Admire a cantaria barroca do portal e das janelas do piso superior do mais notável edifício civil de Tavira, atual Museu Municipal/ Centro Cultural. Poderá visitar este belo Palácio e apreciar as exposições patentes.

De regresso, suba a calçada, em direção ao Largo Abu Otmane e encontrará à sua esquerda a A.S.T.A (Associação de Artes e Sabores de Tavira). À sua frente surgirá a torre do relógio da Igreja de Santa Maria do Castelo e à direita encontrará no antigo depósito da água a Torre de Tavira (Câmara Obscura). Neste mesmo largo vemos a entrada do Castelo de Tavira, a partir do qual se desenvolveram as muralhas da cidade. No interior do castelo ajardinado suba à torre octogonal e usufrua de uma magnífica panorâmica de Tavira, em especial dos telhados "de tesoura" ou de "quatro águas", das cúpulas de várias igrejas, do rio e das salinas ao fundo. Aproveite para descansar um pouco.

À saída do castelo encontrará a Igreja de Santa Maria do Castelo (iniciada no século XIII), originária provavelmente da antiga mesquita maior muçulmana. Esta igreja foi reconstruída, após o terramoto de 1755, pelo arquiteto italiano Francisco Fabri. Antes de entrar no templo observe as estações da Via Sacra, lavradas em pedra e inscritas nas paredes exteriores. Admire o pórtico gótico da fachada principal. Na capela-mor poderá ver, sobre o lado direito, o túmulo dos setes cavaleiros tombados na tomada da cidade. À esquerda o túmulo de D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago aquando da conquista de Tavira. Encontrará também no interior um núcleo de arte sacra.

Ao sair da igreja, volte à sua direita em direção ao Convento da Nossa Senhora da Graça, fundado no século XVI, recentemente adaptado a Pousada de Portugal.

Desça até ao Largo das Portas do Postigo, onde poderá apreciar uma porta de reixa. Descendo pela rua D. Paio Peres Correia, encontrará à sua esquerda a Igreja Matriz de Santiago, do início do século XIII. Este edifício, construído no local da antiga mesquita menor, tem no seu interior obras em talha, pintura e imagens de arte sacra. Um pouco mais abaixo, à sua esquerda, encontrará a Calçada dos Setes Cavaleiros. No final da Rua D. Paio Peres Correia, chegará a uma das principais artérias da cidade, a rua da Liberdade. À esquerda surge o edifício dos correios e à sua frente a Ermida de Nossa Senhora da Consolação. Pela rua da Liberdade regresse à Praça da República.

Se não estiver cansado, poderá prolongar a visita a outra interessante zona do Centro Histórico.

Ao chegar a Praça da República volte à sua direita pela Rua Alexandre Herculano, uma rua de comércio. Na rua D. Marcelino Franco encontrará o Cineteatro António Pinheiro e vários edifícios apalaçados. Neste local situa-se a Igreja de Nossa Senhora das Ondas, a qual possui no interior um magnífico teto pintado. A capela-mor acolhe um retábulo do século XVIII e a imagem de São Pedro Gonçalves Telmo, protetor dos pescadores. Siga em direção ao Jardim do Coreto que faz ligação entre a Praça da República e o antigo Mercado da Ribeira. Este edifício histórico, de estrutura em ferro, foi recuperado em 1999 para as atuais funções de lazer, esplanadas e comércio. O Coreto do jardim público, inaugurado em 1890, foi durante um século o principal centro das festas da cidade.

Aproveite para desfrutar da magnífica vista sobre o rio Gilão.

Saiba mais sobre o património cultural referenciado.

 

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