Património arquitetónico religioso

Antigo convento de Nossa Senhora da Piedade (ou das Bernardas)

Localização: Rua Arquiteto Eduardo Souto Moura, Tavira.

Seis antigos conventos fazem com que a arquitetura conventual seja um dos domínios mais expressivos da herança artística de Tavira. Destes, o convento de Nossa Senhora da Piedade foi dos que pior resistiu às vicissitudes históricas que golpearam as instituições religiosas a partir do século XIX. Uma larga sucessão de calamidades, entre destruições parciais, desafetação de propriedade, efeitos de sismos e outras causas, depauperaram significativamente as marcas mais visíveis do perfil monumental deste antigo convento, seguramente, o mais importante empreendimento arquitetónico lançado na região algarvia no século XVI.

Tavira da primeira metade de Quinhentos, do importante aumento populacional, do próspero comércio com o Norte de África e novas terras das “Descobertas”, viu fundar este convento em 1509, por iniciativa de D. Manuel I, em ação de graças pelo levantamento de um cerco mouro a Arzila. Duas décadas volvidas, foi com a edificação praticamente concluída – dentro do formulário artístico do manuelino –, que a mesma foi entregue, por D. João III ao Bispo do Algarve, D. Fernão Coutinho. Este prelado, por sua vez, cedeu-o a monjas da ordem de Cister, que aí se mantiveram até ao século XIX.

Como edifício conventual foi o maior do Algarve e o único da ordem de Cister no Sul do país. Em planta apresentava a forma de um duplo quadrado interrompido, com dois pisos, em que um dos lados, a Norte, correspondia à igreja. Salienta-se uma característica comum a outros conventos femininos e, particularmente, aos conventos da ordem de Cister: a sobriedade arquitetónica, com os exteriores muito depurados, como se duma fortaleza se tratasse.

Outra característica particular é a ausência de pórtico axial na igreja. A porta pública das igrejas femininas situa-se, como no presente caso, na fachada lateral. Esta posição acontece em todo o universo português, constituindo uma marca distintiva da clausura feminina. Justifica-a o decoro e a rígida disciplina claustral. Os fiéis assim encaminhados na direção do altar, são obrigados a evitar o contacto visual com as monjas acomodadas no coro situado na retaguarda do templo.

Depois de extinto, em 1862, o convento de Nossa Senhora da Piedade foi vendido em hasta pública e convertido em fábrica de moagem, iniciando-se nessa altura um processo de gradual descaracterização do edifício. Recentemente recebeu obras de adaptação a condomínio privado.

 

Capela de Nossa Senhora da Consolação (Monumento de Interesse Público)

Localização: Rua da Liberdade, Tavira.

A sua origem remonta a 1648, altura em que foi criada a Confraria de Nossa Senhora da Consolação dos Presos. Situava-se junto à antiga Porta da Alfeição e da antiga cadeia de Tavira, ambas demolidas em 1918.

A confraria de Nossa Senhora da Consolação dos Presos movia-se por um objetivo específico: dar apoio moral e espiritual aos reclusos da antiga cadeia. Segundo a tradição, era aqui que os condenados passavam as últimas horas de vida.

A capela denota grande sobriedade. É composta por um só corpo de pequenas dimensões com cobertura em madeira. A sacristia, casas do ermitão e um dos Passos do Senhor anexos a este templo foram destruídos no início do século XX.

Do programa decorativo destaca-se um rodapé de azulejaria de tapete, do século XVII, uma tela setecentista de Cristo com a Cruz (outrora a tela pertencente a um Passo), e um retábulo seiscentista que acolhe a imagem de Nossa Senhora da Consolação e pinturas alusivas à vida da Virgem, da autoria do pintor algarvio João Rodrigues Andino: Adoração dos Pastores, Adoração dos Reis Magos, Coroamento da Virgem, e, nas predelas, a Apresentação da Virgem no Templo, Última Ceia e Anunciação.

 

 

Convento de Nossa Senhora da Graça (Monumento de Interesse Público)

Localização: Largo Dr. Jorge Correia, Tavira.

Em 1497, no processo de expulsão dos Judeus, D. Manuel I ordenou a extinção das sinagogas e sua conversão em igrejas ou em edifícios para outros fins. Daqui resultou a desocupação do espaço mais tarde aproveitado pela Ordem de Santo Agostinho para fundar o seu convento, em 1542, o qual resulta da trasladação de um outro convento que teve vida efémera na praça africana de Azamor.

As obras, todavia, não se iniciaram antes de 1569, dado que os primeiros anos de vida da instituição foram marcados pela figura de Frei Valentim da Luz, prior do convento e intelectual que assumiu algumas posições protestantes, tendo acabado por ser acusado pela Inquisição e morto num auto de fé em Lisboa.

Dessa primeira construção pouco resta à exceção do claustro, cujo primeiro piso mantém a estrutura original, de conceção clássica algo erudita, traduzida em colunatas de ordem toscana. Também a igreja deve a sua estrutura ao primitivo templo da segunda metade do século XVI, embora tenha sido alterada ao longo dos séculos. As obras de construção do convento foram lentas, prolongando-se até ao século XVII. 

No século XVIII o edifício é alvo de nova e ambiciosa campanha de obras iniciada, em 1749, sob a direção do arquiteto algarvio Diogo Tavares e Ataíde, o qual restaurou o claustro e remodelou várias alas conventuais. Esta campanha veio a atualizar o convento dentro do formulário barroco, destacando-se o amplo corpo da fachada principal, destinado ao dormitório dos frades, o qual seguiu um projeto arquitetónico vindo de Lisboa.

A partir de 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício ficou afeto ao Ministério da Guerra que aqui instalou sucessivas unidades militares. Mais recentemente foi adquirido pelo município e cedido às “Pousadas de Portugal”, que o reabilitou para funções hoteleiras em 2006. Esta obra possibilitou a intervenção arqueológica no espaço, processo que permitiu a abertura de um núcleo museológico composto por vestígios de um bairro islâmico de finais do século XII e inícios do século XIII.

 

Capela de Nossa Senhora da Piedade

Localização: Rua Gonçalo Velho, Tavira.

Ergueu-se em 1758, junto à antiga Fonte da Praça, no local onde passava a muralha do castelo. Pertenceu à confraria de Nossa Senhora da Piedade, já extinta. O portal foi inspirado no modelo de alguns pórticos do convento da Graça, sendo decorado por um coração ardente trespassado por um punhal.

O interior da capela apresenta um retábulo de talha característica do estilo rococó, da segunda metade do século XVIII, acolhendo uma pintura de Nossa Senhora da Piedade.

 

Ermida de Nossa Senhora das Angústias (ou do Senhor do Calvário) (Monumento de Interesse Municipal)

Localização: Sítio de São Pedro, Tavira.

Remonta à primeira metade do século XVII. No dia da padroeira (15 de Setembro) concentrava grande número de devotos oriundos de vários pontos do Algarve e mesmo da Andaluzia, fazendo-se uma grande festa religiosa e arraiais que duravam três noites.

A fachada foi reconstruída nos finais do século XIX, adquirindo o seu aspeto atual.

 

Ermida de Nossa Senhora da Saúde

Localização: Sítio de São Marcos.

As origens deste pequeno templo remontam ao século XV. Aqui se fixaram os frades eremitas de São Paulo, em 1448, tendo permanecido até 1606, data em que fundam o convento de Nossa Senhora da Ajuda de Tavira, para onde se transferem.

Do século XVI permanece o arco triunfal, de volta perfeita, decorado com motivos tardo-góticos. O aspeto atual do templo denota uma grande campanha de obras após o terramoto de 1755. A capela-mor foi então reconstruída e redecorada com um novo retábulo e com painéis de azulejos azuis e brancos representando a “Adoração dos Reis” e a “Fuga para o Egipto”. Em 1881, já na posse da confraria de Nossa Senhora da Saúde, foram efetuadas obras na fachada.

 

Ermida de Santa Ana (Monumento de Interesse Municipal)

Localização: Largo de Santa Ana, Tavira.

Remonta à Idade Média, sendo um dos templos mais antigos de Tavira, e o seu padroado pertenceu à Ordem de Santiago. 

A criação do cargo de governador do Algarve durante o século XVI e a promulgação do seu regimento em 1624, que determinava para sede do governo provincial as cidades de Lagos e de Tavira, veio a alterar o destino desta ermida. O templo passou a funcionar como capela privativa do governador, integrada no seu palácio. A passagem para esta nova condição poderá ter sido o mote para o templo sofrer algumas alterações estruturais e formais durante o século XVIII. Para além da agregação da ermida às instalações do governador, a talha e imaginária barrocas surgem na decoração interior, destacando-se a colocação do retábulo em talha dourada da capela-mor, do estilo nacional.

O templo apresenta uma só nave e capela-mor, com sacristia anexa e estreita divisão de acesso ao púlpito. Destacam-se dois portais similares, na fachada principal e na lateral, com cantarias setecentistas de verga arqueada e lacrimais nas ombreiras.

No século XIX, com a extinção do cargo de governador do Algarve, o palácio, com o templo incorporado, esteve na posse do exército até ser adquirido pela Câmara de Tavira em 1936. Pouco depois, procede-se à demolição de parte significativa das instalações militares que estavam unidas ao templo, ficando o mesmo novamente isolado. 

O templo foi recuperado e musealizado em 2006, fazendo parte do sistema polinucleado do Museu Municipal de Tavira.

 

Ermida de Santa Margarida 

Localização: Sítio de Santa Margarida.

As suas origens remontam aos finais do século XVII, sendo então administrada pela confraria de Santa Margarida.

Templo de nave única, capela-mor e sacristia, ladeado pela casa do ermitão.

A fachada foi remodelada no século XIX, mantendo-se o primitivo portal. O interior apresenta somente um modesto retábulo oitocentista.

 

Ermida de São Brás

Localização: Largo de São Brás, Tavira.

De origem medieval (século XV), pertenceu à extinta confraria de São Brás, compondo-se de nave única, capela-mor e casa do ermitão. Uma campanha de obras ocorrida na segunda metade do século XVIII determinou o seu aspeto atual, destacando-se a expressividade rocaille das molduras dos vãos.

No interior do templo, é possível admirar duas imagens em madeira, uma de Nossa Senhora e outra do padroeiro.

 

Ermida de São Lázaro (ou de Nossa Senhora do Livramento)

Localização: Rua Almirante Cândido dos Reis, Tavira.

De origem medieval (século XV), consta que este templo estava associado a um antigo hospital de leprosos situado na periferia da vila. A sua reconstrução dá-se em 1698, período em que o templo era essencialmente frequentado por pescadores e mareantes devotos de Nossa Senhora do Livramento, como testemunham, aliás, os vários ex-votos aí expostos.

O templo compõe-se de uma só nave e capela-mor, sendo ladeado pela casa do ermitão. A fachada principal remonta ao início do século XVIII, sendo remodelada no século seguinte. Desta intervenção, é possível observar a frontaria, toda revestida por azulejos. O interior do templo, possui três retábulos setecentistas, o da capela-mor e dois colaterais unidos pela talha do arco triunfal.

 

Ermida de São Pedro

Localização: Sítio de São Pedro, Tavira.

Remonta à primeira metade do século XVII. Era um local de peregrinação para os tavirenses, especialmente no dia de São Pedro (29 de Junho). O edifício denota uma grande sobriedade, compondo-se o interior de nave única e capela-mor de pequenas dimensões. O portal foi substituído no século XIX e apresenta uma insígnia alusiva a São Pedro.

 

Ermida de São Roque

Localização: Largo do Cano, Tavira.

Pertenceu à confraria de São Roque, sendo inicialmente um templo tardo-gótico, quinhentista, período em que o culto a São Roque em Portugal conheceu grande impulso. A reconstrução do templo em meados do século XVIII atribui-se ao arquiteto Diogo Tavares e Ataíde, tendo este alterado a configuração da igreja, introduzindo-lhe formas barrocas. 

Após a extinção da confraria de São Roque, o templo ficou votado ao abandono a partir de 1862, ficando desprovido do seu recheio artístico. A Câmara Municipal de Tavira adquiriu o edifício em 1935, para arrecadação de materiais, tendo, mais recentemente, promovido a sua reabilitação em 2016/17.


 

Ermida de São Sebastião (Monumento de Interesse Municipal)

Localização: Rua da Comunidade Lusíada

De origem medieval, esta ermida está dedicada ao culto do santo mártir romano tido como advogado contra as epidemias e contágios.

O templo foi reedificado em 1745, sob a direção dos mestres Diogo Tavares de Ataíde, Manuel Aleixo e Jacinto Pacheco. De pequenas dimensões, o templo adota uma planta simples de nave única, capela-mor e sacristia retangulares, em consonância com o “estilo chão”.

É sobretudo através da decoração interior do templo que o barroco se expressa com maior exuberância, complementando e dinamizando as paredes do edifício. Finda a campanha de reconstrução da ermida foi executada a exuberante obra de pintura do seu interior por Diogo de Mangino, um pintor local de certa notoriedade. Este obrigou-se em 1759 a realizar as pinturas da capela-mor, incluindo dez painéis com a vida de São Sebastião, o marmoreado fingido das paredes e ainda o estofo de duas esculturas de anjos tocheiros.

Destaca-se a referida série de dez telas sobre São Sebastião, considerada a mais completa recriação pictórica sobre a vida do santo que existe na arte portuguesa. Outros mestres locais completaram, posteriormente, as campanhas de pintura, extensivas ao corpo do templo.  

[consulte o guia de visita da Ermida de São Sebastião]

 

Igreja da Misericórdia (Monumento de Interesse Público)

Localização: Travessa da Fonte, Rua da Galeria,Tavira

Na Vila-a-dentro, junto a Porta D. Manuel I, a igreja edificada entre 1541 e 1551 é considerada a mais notável expressão renascentista do Algarve. É obra do mestre pedreiro André Pilarte, então residente em Tavira, que trabalhou na construção do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa. As características renascentistas estão bem patentes na composição e decoração do pórtico principal, em arco de volta perfeita, decorado com motivos inspirados em gravados italianos, rematado por um admirável conjunto escultórico que integra a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, ao centro, ladeada pelas figuras de São Pedro e São Paulo e pelas armas do reino e da cidade.

Este edifício utiliza uma tipologia de três naves e quatro tramos formados por arcos moldurados assentes sobre colunas com capitéis renascentistas cuidadosamente ornamentados. Em substituição do anterior retábulo quinhentista, pintado por Pedro da Campânia, encontramos do período barroco três magníficos retábulos: o da capela-mor e dois colaterais, datados de 1722. O retábulo principal é da autoria do mestre entalhador tavirense Manuel Abreu do Ó.

Em 1754 foram abertas quatro janelas barrocas no corpo da igreja pelo distinto mestre Diogo Tavares de Ataíde, e em 1760 foram colocados 18 painéis de azulejos figurativos azuis e brancos, executados na oficina de um mestre lisboeta. Representam as 14 obras espirituais e corporais que norteiam a atividade da irmandade da Misericórdia e alguns Passos da Vida de Cristo. Constituem uma interessante manifestação do formulário Rococó, faltando hoje alguns trechos.

 

Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo (Monumento de Interesse Público)

Localização: Largo do Carmo, Tavira.

A prosperidade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Tavira, fundada em inícios do século XVIII, traduziu-se na construção de um templo solene para promoção do ideal carmelita: alcançar a perfeição cristã, fomentando o bem da Igreja e a salvação das almas, com especial devoção e oração à Virgem do Carmo.

Iniciado em 1747, o templo é um dos mais sumptuosos do Algarve. Foi projetado perpendicularmente à igreja do convento dos frades carmelitas descalços, que também pela mesma época se encontrava em construção. Fora, aliás, a Ordem Terceira que anos antes solicitara aos responsáveis pelos carmelitas descalços da Província de Portugal a fundação de um convento em Tavira, tendo em vista construir em anexo o seu próprio templo.

Em resultado da união destas duas igrejas carmelitas, o acesso público ao templo dos terceiros é feito pelo lado Sul do transepto, a partir do Largo do Carmo, enquanto a porta situada na extremidade da nave comunicava com a igreja conventual. 

A igreja da Ordem Terceira ficou concluída por volta de 1789, ano em que se efetuaram os últimos pagamentos ao mestre canteiro Manuel Sousa Barros. As obras do convento anexo, todavia, arrastaram-se durante muitos anos, não estando o mesmo concluído aquando da extinção das ordens religiosas em 1834. Deste modo, parte das suas instalações foram aproveitadas pelos irmãos terceiros para cemitério, enquanto outra parte foi vendida a particulares.

As generosas proporções desta igreja, que adotou uma planta em forma de cruz latina, são complementadas com uma rica e exuberante ornamentação composta por retábulos, imaginária e pinturas, evocando as principais figuras da espiritualidade carmelita: N. Sr.ª do Carmo, St.º Elias, St.ª Teresa de Ávila, St.º Alberto, St.ª Efigénia.

Pelo seu sentido de totalidade e magnificência, tipicamente barrocos, é digna de realce a ornamentação da capela-mor, na qual se aplicam e conjugam várias disciplinas artísticas – talha, imaginária, pintura em perspetiva ilusionista do teto e pintura de cavalete nas paredes – para atrair e deslumbrar os fiéis.

Referência obrigatória ainda para o ciclo de retábulos desta igreja, já integrados no formulário rococó, com destaque para o retábulo-mor, elogiado como obra-prima da talha algarvia.

 

Igreja de Nossa Senhora da Ajuda (ou de São Paulo)

Localização: Praça Dr. António Padinha, Tavira.

Antiga igreja conventual dos frades eremitas de São Paulo, erguida a partir de 1606 dentro dos valores do austero “estilo chão”.

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento e a cerca foram vendidos em hasta pública e a igreja entregue à confraria de Nossa Senhora da Ajuda e, posteriormente, à paróquia de Santa Maria.

Hoje sobrevive apenas a igreja, interessante manifestação arquitetónica da primeira metade do século XVII. Apresenta uma fachada desornamentada, que integra um nártex no piso térreo e um segundo piso marcado por três janelas e um nicho com a imagem em barro da padroeira. O interior apresenta uma planta de cruz latina, composta pelos volumes da capela-mor, transepto e nave única. Contém um interessante acervo de pintura, talha e imaginária religiosa dos séculos XVI, XVII e XVIII, em parte proveniente de outros templos da cidade e conventos extintos.

Destaca-se o retábulo de Nossa Senhora do Carmo, feito em 1730 pelo entalhador Gaspar Martins.

 

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Localização: Rua Nossa Senhora da Conceição, Conceição de Tavira.

A igreja foi iniciada no primeiro quartel do século XVI no âmbito da criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição. O seu padroado pertencia à Ordem de Santiago.

O templo apresenta um admirável pórtico principal quinhentista composto por um arco quebrado com cinco arquivoltas, inscrito num gablete, sendo a última arquivolta decorada com representações tardo-góticas (ramos, folhagem, flores, carrancas, dragões mordentes, entre outros).

O interior é composto por três naves de apenas três tramos, onde se destacam os capitéis e as bases das colunas decorados dentro da linguagem clássica, renascentista, que fez escola em Tavira no âmbito da atividade do célebre mestre pedreiro André Pilarte. A capela-mor é coberta por uma abóbada de aresta quinhentista, cujo fecho apresenta as armas da Ordem de Santiago em baixo-relevo.

O templo recebeu obras em meados do século XVIII, ganhando então o frontão barroco que anima a fachada principal e enquadra, o brasão da Ordem de Santiago, modelado com formas barrocas em massa.

 

Igreja matriz de Santa Maria do Castelo (Monumento Nacional)

(Aberta ao público de segunda a sexta, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, excepto feriados. Verão: encerra às 21h30. Sábados, das 10h00 às 13h00. Verão: encerra às 17h00)

Localização: Largo Dr. Jorge Correia, Tavira.

A tradição afirma que este templo terá sido construído sobre a antiga mesquita entre os séculos XIII e XIV, após a conquista de Tavira pela Ordem de Santiago (1242), facto indiciado quer pela sua localização, em plena colina genética, dentro das muralhas e diante a da antiga alcaçova; quer pela sua ligeira desorientação canónica (a nordeste), diferenciando-a da generalidade das igrejas medievais (voltadas a nascente), fruto da provável adaptação da estrutura da antiga mesquita.  

Na parede da capela-mor a pedra tumular dos sete cavaleiros martirizados durante a tomada da vila evoca a memória alusiva aos primórdios desta igreja, cuja administração coube à Ordem de Santiago até ao século XVI.

O templo que hoje conhecemos é o resultado de múltiplas intervenções ao longo dos séculos. Mantém-se a espacialidade gótica do templo, vinda do século XIII, mas foram numerosas as campanhas construtivas e decorativas que se sucederam no edifício, com destaque para o Manuelino, Barroco e Neoclássico.

Das campanhas góticas iniciais permanece o modelo arquitetónico tradicional de influência mendicante: corpo de três naves, com a central mais elevada, e quatro tramos; cabeceira e fachada principal tripartidas, denunciando a organização interna do espaço. Testemunham o período medieval as capelas colaterais da cabeceira e o pórtico principal. As primeiras são cobertas com abóbada de cruzaria de ogivas e iluminadas por janelas em arco quebrado. As nervuras das abóbadas assentam em capitéis decorados com temas da flora regional. No exterior, o pórtico principal, com quatro arquivoltas em arco quebrado e respetivos capitéis vegetalistas, data de uma campanha de obras de finais do século XIV ou inícios do século XV.

Na nave lateral da igreja inscreve-se a capela do Senhor dos Passos, testemunho arquitetónico do período manuelino. Data dos anos vinte do século XVI, tendo sido patrocinada por Lançarote de Melo, comendador da Ordem de Santiago, que aí se fez sepultar, dando continuidade à intenção de se construírem capelas funerárias familiares em igrejas. Destaca-se pela dinâmica abóbada polinervada decorada com brasões associados à linhagem do encomendador. Realce, também, para a decoração dos arranques das nervuras da abóbada onde se encontram representados, de um lado, dragões afrontados, e do outro, um cinto com fivela, expressões do fantástico e do quotidiano, temas comuns da arte manuelina.

Bastante relevantes foram as campanhas artísticas barrocas e neoclássicas. Do primeiro período data a capela do Santíssimo, obra encomendada por Dona Isabel de Almada de Aragão em 1748, que apresenta as paredes forradas com painéis de azulejos azuis e brancos que evidenciam os temas da Última Ceia e do Lava-Pés. Pelo estilo, tratamento das figuras e cronologia estes painéis apontam para uma provável realização na oficina lisboeta de Bartolomeu Antunes e Nicolau de Freitas.

A derradeira campanha artística decorre nos primeiros anos da década de 90 do século XVIII, já em pleno neoclassicismo, conferindo ao templo o aspeto geral que ainda hoje possui. Os danos causados pelo sismo de 1755 levam o enérgico e empreendedor bispo D. Francisco Gomes do Avelar, após décadas de ruína, a promover a reconstrução do templo, tendo recrutado para o efeito o arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri. O principal mérito desta intervenção terá sido o de harmonizar a obra nova com as preexistências do antigo templo, em respeito pela sua antiguidade e expressiva memória. Exemplo desta atitude é a fachada principal, com a sua organização tripartida, mantendo o portal gótico inserido numa composição cenográfica mais vasta de sabor neoclássico (de inspiração paladiana), revelando a mente ilustrada do Bispo e o talento profissional de Fabri.

 

Igreja de São Pedro Gonçalves Telmo (ou de Nossa Senhora das Ondas) (Monumento de Interesse Público)

(Aberta ao público de terça a sábado, das 10h00 às 16h30)

Localização: Rua D. Marcelino Franco, Tavira.

Parte importante da camada popular de Tavira nos séculos XV e XVI era composta por pescadores e mareantes, os quais se agremiavam na Corporação do Corpo Santo, vulgarmente conhecida por Compromisso Marítimo. De carácter religioso, esta associação de solidariedade corporativa ou confraria zelava pela regulação e arbitragem de aspectos profissionais da classe e planeava a assistência na doença, velhice, invalidez e pobreza relativamente aos seus membros. Sabemos que a corporação de Tavira vem desde o século XV, tendo desde logo assumido empenhadamente a necessidade de edificar uma casa que refletisse, em justa medida, o prestígio e a relevância da classe dos pescadores e mareantes da cidade. Nada resta, praticamente, desse primitivo templo quatrocentista, o qual se renova pela riqueza e modernidade das propostas estéticas do Renascimento durante o segundo quartel do século XVI.

Sob o signo deste estilo e por deliberado estímulo mecenático da nobre família Menezes – Marqueses de Vila Real, Condes de Alcoutim e usufrutuários, por concessão régia, das rendas da portagem da alfândega de Tavira – promoveram-se importantes campanhas no edifício, as quais vieram atualizar as formas arquitetónicas e acervo artístico segundo critérios clássicos e italianizantes atribuíveis à provável intervenção do conhecido mestre André Pilarte. Destaca-se deste período o arco triunfal, ainda hoje visível, assinalando o formulário renascentista que se estendia, segundo os relatos da época, a outros elementos como o pórtico e retábulo principais.

O sismo de 1755 causou danos ao edifício, determinando o seu restauro e reconstrução parcial pela mão do célebre mestre-canteiro algarvio Diogo Tavares e Ataíde, nos termos ajustados em contrato entre este e a Confraria do Corpo Santo em 1756. Foi então restaurado o templo com manutenção da capela-mor, reconstrução das paredes da nave e atualização de linguagem no novo pórtico, agora com frontão triangular fechado, encimando as armas reais – sinónimo de proteção régia – envoltas num decorativismo rocaille.

Os danos infligidos pelos sismos, as intervenções de reparação do templo e as naturais mudanças de gosto artístico vieram a consumir grande parte das obras quinhentistas que ali subsistiam, fazendo com que o seu acervo decorativo se atualizasse, essencialmente, dentro dos moldes do barroco setecentista. Saliente-se neste capítulo a valiosa pintura de perspetiva ilusionística do teto da igreja, obra de hábil sabor cenográfico executada pelo tavirense Luís António Pereira em 1765 e uma das raras e mais importantes peças desta disciplina artística na província algarvia. Do restante património móvel e integrado deste templo assinale-se a importância de um conjunto de retábulos, pinturas e esculturas, das quais se destaca a imagem milagrosa de Nossa Senhora das Ondas (século XVII).

Estas e outras expressões iconográficas representadas nesta igreja, patenteadas nos seus retábulos, ajudam a desvendar as principais práticas devocionais que fundamentaram a espiritualidade dos marítimos tavirenses durante o Antigo Regime. De um modo geral, estão aqui presentes obras artísticas para apoio ao culto praticado num espaço habitado por mareantes: manifesta-se a vontade de proteção dos poderes sagrados contra um mar sinistro e acentua-se a veneração dos santos patronos dos viajantes, dos santos protetores dos caminhos e daqueles cujas vidas contavam como tinham dominado e ultrapassado as mesmas intempéries, ataques e naufrágios que tanto atemorizam os marinheiros – são disso exemplo as representações de Senhora das Ondas e de santos como São Pedro Gonçalves Telmo, São Pedro ou São Francisco de Paula, entre outros.

Depois de várias reformas estatutárias impostas pela Monarquia Constitucional ao longo do século XIX, este e outros Compromissos Marítimos foram extintos e substituídos pelas antigas Casas dos Pescadores, criadas pelo Estado Novo Corporativo (Lei n.º 1953 de 11 de Março de 1937).

A extinção das Casas dos Pescadoresdepois do 25 de Abril de 1974 determinou a passagem da igreja para a posse da Caixa de Previdência e Abono de Família dos Profissionais da Pesca e, posteriormente, em 1992, para o Centro Regional de Segurança Social do Algarve.

 

Igreja do antigo convento de Santo António dos Capuchos

Localização: Rua de Santo António, Tavira.

Convento iniciado em 1612 pelos frades da Ordem de Santo António dos Capuchos no local de uma antiga e desaparecida ermida de Nossa Senhora da Esperança.

A igreja é um exemplo da austeridade da arquitetura chã seiscentista. Possui uma planta retangular simples, de nave única e capela-mor. Durante a segunda metade do século XVIII foi remodelada a fachada principal. No interior é possível admirar um notável conjunto escultórico setecentista em barro, representando a vida de Santo António. É possível contemplar ainda retábulos em talha e exemplares de pintura e de imaginária religiosa dos séculos XVII a XIX.

Do antigo convento, destaca-se o claustro, de grande sobriedade, com três arcos por banda assentes em pilares de secção quadrada.

 

Igreja do antigo convento de São Francisco

Localização: Praça Zacarias Guerreiro, Tavira.

Situa-se nas proximidades das muralhas medievais. A igreja, juntamente com as restantes divisões conventuais, era um dos mais preeminentes edifícios do Algarve medieval. O convento fundado pelos franciscanos entre 1250 e 1330 foi assolado por diversas catástrofes, de que se salientam os terramotos (1722 e 1755), uma derrocada (1840) e um pavoroso incêndio (1881).

Atualmente é um edifício complexo, com várias intervenções ao longo da sua história. Conserva ainda interessantes vestígios medievais e um antigo cemitério. A igreja tem hoje um traçado distinto do original, destacando-se a atual sacristia, com uma abóbada sexpartida por nervuras saídas de um único fecho e assentes em capitéis góticos com decoração vegetalista, refletindo a influência da arte da Batalha (séc. XV).

No jardim camarário anexo ao templo conservam-se duas capelas góticas que pertenceriam à igreja conventual, com cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas assente em capitéis decorados com motivos vegetalistas.

 

Igreja do Hospital do Espírito Santo (ou de São José) (Monumento de Interesse Público)

Localização: Praça Zacarias Guerreiro, Tavira.

Este templo tem origem no século XV e pertencia ao antigo Hospital Real do Espírito Santo. Foi reconstruído a partir de 1752, simultaneamente com as instalações hospitalares, por deliberação de D. João V e sob a responsabilidade do mestre farense Diogo Tavares de Ataíde.

No interior a igreja apresenta como particularidade a sua nave octogonal de lados desiguais, conferindo um certo dinamismo barroco aos alçados do templo. Integra-se numa tipologia, rara no Algarve, que tem como modelo, entre outras, a igreja lisboeta do Menino Deus (1712).

O terramoto de 1755 provocou danos na igreja e hospital durante a reconstrução, tendo esta se arrastado até 1768.

Do primitivo templo medieval resta uma capela lateral, a qual é coberta por abóbada tardo-gótica onde surgem as armas de famílias nobres.

No que respeita à ornamentação interior destaca-se o retábulo principal, um dos poucos exemplares de pintura em trompe l’oeil na região algarvia. Dos quatro retábulos colocados na nave da igreja, os dois colaterais são do período rococó e os restantes são neoclássicos. Nos nichos destes últimos estão duas imagens setecentistas de grandes dimensões, uma Nossa Senhora do Carmo e outra de Santa Teresa, ambas originárias do extinto convento do Carmo de Tavira.

 

Igreja matriz de Nossa Senhora da Luz (Monumento de Interesse Público)

Localização: Largo da Igreja, Luz de Tavira.

São hoje cada vez mais importantes os indícios que apontam para a ação de André de Pilarte como construtor da igreja de Nossa Senhora da Luz de Tavira. Pilarte, formado no grande estaleiro manuelino dos Jerónimos, é o principal responsável pela existência de um foco renascentista no Sotavento algarvio, sedeado em Tavira (onde subsiste o magnífico portal da Igreja da Misericórdia e outras obras tanto de carácter religioso como civil), mas com um raio de ação bastante largo, chegando às igrejas de Moncarapacho, de Alcoutim e de Aiamonte. A própria evolução da sua oficina estará ainda na origem das primeiras obras maneiristas desta parcela oriental da província, facto que permite intuir de uma ação mais prolongada no tempo e mais complexa estilisticamente.

A estrutura do templo da Luz de Tavira constitui, ela própria, uma inteira novidade no panorama arquitetónico quinhentista do Algarve. Como a definiu José E. Horta Correia, trata-se da única igreja-salão (hallenckirche) da região, cronologicamente situável entre as igrejas-salão manuelinas e as dos anos 50 do século XVI. O interior compõe-se de três naves de quatro tramos, todas à mesma altura, com cobertura em abóbada de ogivas nervuradas e assentes em finas colunas que integram capitéis renascentistas. Não existe transepto e a cabeceira, de capela única com abóbada manuelina, é visível de todos os espaços do corpo da igreja.

A fachada principal foi alterada na segunda metade do século XVIII, na sequência do terramoto de 1755. Dessa campanha resultou a estranha solução para a empena da fachada, com um frontão circular enquadrando axialmente o portal, ladeado por dois outros frontões menores, triangulares, que se ligam ao central através de volutas.

O portal principal, aberto para o amplo rossio fronteiro à igreja, é uma obra de carácter cenográfico que revela bem a cronologia e a qualidade do seu arquiteto. Com uma ampla moldura em cantaria, o portal é ladeado por duas pilastras com capitéis jónicos. Superiormente, é delimitado por um frontão triangular que integra um óculo circular no tímpano, elemento que filtra a luz para o interior, desenvolvendo-se ainda, em relação vertical axial, um nicho de arco reto que contém uma imagem de Nossa Senhora.

Um outro elemento exterior de grande importância para a história do templo é o portal sul, de perfil abatido, e composto por quatro arquivoltas, as exteriores definindo um arco contracurvado. Filiado estilisticamente no ciclo manuelino, com as características bases prismáticas, capitéis de profusa decoração vegetalista, última arquivolta de perfil torso espiralado terminando num pináculo vegetalista, este é um dos principais portais manuelinos do Sotavento algarvio e, apesar da sua datação tardia, constitui uma referência obrigatória nos caminhos da arte na região.

O interior apresenta-se, hoje, relativamente despido de mobiliário litúrgico. Dois altares laterais, neoclássicos - o do lado Sul integrando elementos de um anterior retábulo barroco - constituem o recheio das naves. O retábulo-mor, por sua vez, é o produto de diversas campanhas da Idade Moderna. O resultado é uma estrutura adaptada à parede fundeira e à curvatura circular da abóbada, integrando uma pintura central tardo-renascentista, vários elementos maneiristas e um acabamento já barroco.

O Rossio da Igreja de Nossa Senhora da Luz é um espaço público modelado aquando da construção da igreja, mas onde se refletem bem as diferentes épocas de construção e de expansão da vila. O espaço central, de planta retangular desenvolve-se a partir do adro da igreja, é ocupado por um jardim. Nos limites ocidental e Norte, habitações de piso térreo definem este espaço, subsistindo ainda algumas do séc. XIX.

Fonte: IGESPAR

 

Igreja Matriz de Santa Catarina da Fonte do Bispo 

Localização: Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira.

Situa-se no centro da aldeia e remonta à primeira metade do século XVI, na sequência da elevação do sítio da Fonte do Bispo a sede de freguesia.

No exterior da capela-mor subsistem dois contrafortes cilíndricos coroados por coruchéus cónicos quinhentistas. O interior segue um delineamento igual ao aplicado pelo mestre pedreiro André Pilarte na Misericórdia de Tavira, consistindo num templo de planta longitudinal com três naves e quatro tramos delimitados por arcos assentes sobre colunas renascentistas. Na capela-mor observam-se formas ao estilo manuelino nas molduras dos vãos e da abóbada polinervada. Na fachada principal destaca-se o pórtico, de recorte e composição idênticos ao do portal lateral da Misericórdia de Tavira. A sua decoração está sobretudo relacionada com Santa Catarina e com a gramática decorativa renascentista. O remate da fachada principal, com dinâmicas formas barrocas, denuncia a ocorrência de obras no templo durante o século XVIII.

 

Igreja matriz de Santiago

Localização: Rua D. Paio Peres Correia, Tavira.

Remonta à segunda metade do século XIII, já existindo em 1270, ano em que o rei D. Afonso III doa o padroado desta igreja ao Bispado de Silves.

É a matriz da paróquia de Santiago e considera-se que ocupou o lugar da antiga mesquita menor de Tavira. A fachada principal apresenta um exuberante medalhão setecentista que exalta a figura do padroeiro São Tiago, representado como guerreiro, recordando a lenda da sua milagrosa aparição numa batalha travada durante a reconquista cristã.

O templo foi muito danificado pelo terramoto de 1755, tendo a sua reconstrução demorado vários anos devido à falta de meios da paróquia.

 

Igreja matriz de Santo Estêvão

Localização: Rua da Igreja, Santo Estêvão, Tavira.

A igreja, no centro da aldeia, teve origem numa pequena ermida tardo-medieval dependente da freguesia de Santiago de Tavira. Remonta ao século XVI, sendo reconstruída no a partir de 1707 por ordem do Bispo D. António Pereira da Silva, alterando-se então o seu aspeto original. No século XIX, provavelmente em 1846, foi remodelada a fachada principal, e mais tarde, em 1903, o portal principal.

No interior, a igreja é composta por nave única, com quatro capelas laterais e capela-mor comunicando com a sacristia pelo lado da Epístola.

O retábulo principal, cujo risco poderá ser da autoria do arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri, prolonga-se através de uma pintura mural dando-lhe aspeto de retábulo fingido.

 

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